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Quem pesquisa sobre energia solar quase sempre chega à mesma pergunta: “Se eu produzir minha própria energia, minha conta de luz vai zerar?”

A resposta curta é: dificilmente. Um sistema fotovoltaico residencial pode reduzir bastante o valor da fatura, principalmente quando o projeto é dimensionado de acordo com o consumo da casa. Mesmo assim, algumas cobranças continuam existindo porque a residência permanece conectada à rede da distribuidora.

Entender isso antes da instalação ajuda a criar uma expectativa mais realista sobre a economia e evita surpresas quando a primeira conta chega depois que o sistema começa a funcionar.

Por que ainda existe conta de luz depois da instalação?

Na maior parte dos projetos residenciais, o sistema fotovoltaico funciona conectado à rede elétrica. 

Durante o dia, os painéis produzem energia e a casa utiliza essa geração para alimentar equipamentos, eletrodomésticos, iluminação, ar-condicionado e outros aparelhos. Quando o sistema produz mais energia do que a residência consome naquele momento, o excedente é enviado para a rede e pode gerar créditos de energia.

À noite ou em períodos nos quais o consumo supera a produção solar, a casa volta a utilizar energia da distribuidora. Os créditos acumulados ajudam a compensar parte desse consumo. Por isso, a relação com a distribuidora de energia continua mesmo depois da instalação.

O que continua sendo cobrado na conta?

Uma das principais cobranças é o custo de disponibilidade da rede elétrica.

Para consumidores residenciais de baixa tensão, existe um valor mínimo de referência conforme o tipo de ligação do imóvel. A regra considera o equivalente a 30 kWh para ligação monofásica, 50 kWh para bifásica e 100 kWh para trifásica. 

Isso significa que uma residência pode produzir energia suficiente para compensar grande parte do consumo e, ainda assim, receber uma fatura com um valor mínimo.

Também pode aparecer a contribuição para iluminação pública, conhecida em muitas cidades como CIP ou COSIP. Essa cobrança não está ligada ao consumo de energia dentro da residência, pois serve para custear a iluminação pública do município. Como cada cidade possui suas próprias regras, o valor pode variar.

A energia solar não compensa toda a energia consumida?

A energia produzida pelo sol pode ser utilizada na compensação do consumo, mas as regras mudaram ao longo dos últimos anos. A Lei nº 14.300/2022 é o Marco Legal da Geração Distribuída no Brasil, ela regulamenta a produção própria de energia e estabelece novas condições para a geração distribuída, criando uma transição para determinados componentes ligados ao uso da rede elétrica. 

Por esse motivo, sistemas instalados em períodos diferentes podem ter regras de compensaçãodistintas.

Esse ponto costuma gerar confusão, principalmente quando alguém compara a própria conta com a de um amigo ou familiar que instalou energia solar há alguns anos. Dois sistemas parecidos podem apresentar resultados diferentes na fatura por causa do consumo, do tipo de ligação, da distribuidora, da data de instalação e das regras aplicáveis ao projeto.

Energia solar funciona à noite?

Essa também é uma dúvida frequente. Os painéis solares produzem energia enquanto existe radiação solar suficiente. À noite, um sistema residencial convencional conectado à rede não produz eletricidade.

Nesse período, a casa utiliza energia fornecida pela distribuidora. Quando existem créditos acumulados durante o dia ou em meses anteriores, eles podem ser usados na compensação desse consumo conforme as regras do sistema. 

Por isso, a energia produzida durante o dia não fica “armazenada” na rede fisicamente. O que existe é um sistema de contabilização entre energia gerada, enviada para a rede e consumida. Para armazenar energia de fato e utilizá-la posteriormente, seria necessário incluir baterias no projeto.

Se minha conta hoje é de R$ 500, quanto vou pagar depois?

O valor da conta, sozinho, não mostra todas as informações necessárias para dimensionar um sistema fotovoltaico. É preciso analisar principalmente o consumo em kWh, o histórico dos últimos meses, o tipo de ligação elétrica e as características do imóvel.

Uma casa com vários aparelhos de ar-condicionado, chuveiro elétrico, piscina ou pessoas que permanecem em casa durante boa parte do dia pode ter um perfil de consumo completamente diferente de outra residência com o mesmo número de moradores.

O telhado também interfere no projeto. Orientação, inclinação, espaço disponível e presença de sombras podem afetar a quantidade de energia produzida. Por isso, uma boa proposta de energia solar deve partir da análise da conta e das condições do imóvel, e não apenas da quantidade de placas.

E se minha casa produzir mais energia do que consome?

Quando existe excedente, ele pode gerar créditos de energia para compensação futura. Esses créditos podem ser úteis porque o consumo e a geração variam durante o ano. Em meses com maior incidência solar, a residência pode produzir acima do necessário. Em outros períodos, essa diferença ajuda a compensar parte do consumo.

Também existem situações em que os créditos podem ser direcionados para outras unidades consumidoras do mesmo titular, desde que sejam atendidas pelas condições previstas nas regras de compensação. Para quem possui mais de um imóvel, essa possibilidade pode tornar o projeto ainda mais interessante.

Vale a pena instalar energia solar mesmo sem zerar a conta?

O principal objetivo de um sistema de energia solar residencial não deve ser chegar a uma fatura de R$ 0,00, mas reduzir de forma consistente a dependência da energia comprada da distribuidora.

Quando o projeto está bem dimensionado, uma parte relevante do consumo passa a ser atendida pela própria geração solar. Ao longo dos anos, essa redução pode representar uma economia considerável, principalmente em residências com consumo elevado.

Também existe um ponto importante: o sistema deve acompanhar a realidade da casa. Se a família pretende instalar novos aparelhos de ar-condicionado, trocar o chuveiro, comprar um veículo elétrico ou aumentar o consumo nos próximos anos, essas mudanças devem entrar na análise do projeto.

Frases como “nunca mais pague conta de luz” chamam atenção, mas não explicam como o sistema funciona na prática. O consumidor precisa saber quanto a residência consome, quanto o sistema pode produzir, quais cobranças continuarão na fatura e qual economia pode ser esperada ao longo do tempo.

Uma análise do seu cenário atual torna a decisão muito mais segura e ajuda a escolher um projeto compatível com o imóvel e com o orçamento da família. A Alfatec Digital analisa o consumo da sua residência, as características do imóvel e o perfil da sua conta para indicar um projeto adequado à sua necessidade. 

Envie sua conta de energia e solicite uma avaliação para descobrir quanto você pode economizar com energia solar.

Até a próxima,